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Peixe
oceânico que habita águas azuis, limpas e quentes.
Costuma nadar sozinho e é encontrado com mais
freqüência nas regiões de Vitória, Guarapari ,
Salvador, Ilhéus, Cabo Frio e Ilhabela.
Os maiores exemplares podem pesar mais de 650kg,
medir 4m de comprimento. Sua captura exige materiais
pesados como linhas de até 130lb, varas e carretilhas
com capacidade para mais de 700m de linha. Como iscas
naturais, são preferidas os Farnangaios e Sororocas.
Entre as artificiais, as melhores são as Lulas.
É o peixe mais cobiçado da pesca oceânica, veloz,
briguento, com seu dorso azul-cobalto e seu bico
assustador, o Marlin Azul virou símbolo de tudo que o
mar tem de desafio, mistérios e aventura.
Também conhecido por agulhão e agulhão-azul, e da
família dos Istiophoridae, é chamado cientificamente
Makaira Nigricans Lacépède, 1802; o nome Marlin Azul
deriva-se do inglês Blue Marlin.
Corpo roliço, alto e robusto; primeira dorsal alta
apenas na região frontal, formando uma área falcada,
muito baixa no restante do corpo; pélvicas menores, no
máximo do tamanho da peitoral; linha lateral formando
um rendilhado fino na parte mediana do corpo, escamas
alongadas, ósseas, com
uma a três pontas posteriores, cobrindo todo o corpo.
Suas cores são: no
dorso cor azul-escura e branco-prateado nos flancos e
ventre, possui cerca de 15 faixas estreitas,
verticais, cor de cobalto ou pálidas, na dependência
da coloração geral do peixe e tendem a desaparecer no
peixe morto. É capaz de mudar de cor, variando de todo
escuro a um branco-sujo geral mesmo com amplas áreas
avermelhadas, em função de seu nível de excitação;
quando está calmo, pequeninas células, os melanóforos,
se distendem e cobrem a maior parte do corpo, abaixo
da camada de muco que recobre os peixes de maneira
geral; excitados, os melanóforos se contraem e expõem
estruturas cristalizadas, que refletem a luz
circundante, dando a impressão da cor azul em geral;
quando reagem outras substâncias, como a nerepiferina
e a epineferina, a cor geral pode ser de um azul-real
brilhante ou até mesmo vermelha.
Sua alimentação é muito variada, dependendo do que
encontre, mas preferem atuns, sororocas, cavalinhas,
dourados e lulas. Alimenta-se em horários variados,
pela manhã ou à tarde, preferindo sempre a subida das
marés. Não é fácil analisar a alimentação dos Marlins
Azuis, porque eles têm um mecanismo natural de defesa
– o poder de expulsar do estômago, fazendo-o sair pela
boca, expelindo seu conteúdo e engolindo-o novamente –
ocorre isto quando o peixe está sob stress, como no
caso de estar fisgado a uma linha de pescador.
O Marlin Azul é um peixe naturalmente do dia,
quando está mais próximo da superfície e, à noite,
procura as águas mais profundas, sem manifestar grande
interesse por alimento. Quando é fisgado e liberado,
ou consegue fugir, a briga acarreta uma grande
produção de ácido láctico na corrente sanguínea. É
necessário uma oxigenação maior do que a normal para
se livrar deste ácido, o que consegue mergulhando a
uma profundidade de aproximadamente 100m, onde
encontra maior concentração de oxigênio, quando
descansa por algumas horas até se recompor. Assim, é
quase impossível se fisgar o mesmo peixe num curto
espaço de tempo.
O recorde mundial de Marlin Azul, foi conquistado e
homologado pela IGFA, com um espécie de 636 kg
capturado por Paulo Amorim em 29/02/92.
BOYA
PESCARIAS
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