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A pesca oceânica ao alcance de todos
Como a região é das
mais piscosas, independentemente da época do ano,
sempre é possível encontrar bons peixes. A pescaria
pode ser realizada no canal, no qual as espécies mais
encontradas são o peixe espada, o porquinho, a
corvina, cações,
e o badejo, com camarão vivo; em torno de ilhas como a
da Serraria, dos Búzios e da Vitória, que tem como
opções anchovas, garoupas, chernes, olhetes,
olhos-de-boi, dentre outras, ou em mar aberto, onde,
nos meses de verão, quem tiver vontade poderá
desfrutar todo prazer e adrenalina em combates
exaustivos com sailtishs, dourados, atuns e outros
peixes de grande porte.
A PESCARIA
Em fevereiro último, durante dois
dias consecutivos, embarcamos junto com pescadores
vindos de Holambra e de Americana, estado de São
Paulo, para uma jornada que tinha o propósito de
encontrar os cardumes de dourados que se aproximam da
costa nessa época do ano. A saída para o mar acontece
costumeiramente por volta de cinco horas da manhã, e o
rumo aponta para alguns pontos previamente marcados no
GPS, distantes, em média, 4 horas de navegação. O
inicio da pescaria é cercado de expectativas e nesse
percurso, pequenos sinais são atentamente observados:
a água vai mudando gradativamente de tonalidade,
passando de verde para um azul mais claro e depois
para um azul mais profundo. Cardumes de peixes começam
a aparecer perto do barco, seja por vontade própria ou
fugindo do ataque de predadores. Quando a sonda aponta
o aumento gradativo na temperatura da água, é indicio
de que o alvo está bem perto.
Finalmente chega o momento tão
esperado de empunhar as varas e começar a pescar.
Cinco linhas vão para
a Água, sendo que as (IUC
estão com iscas naturais estão).
Vão surfando
na superfície, num movimento altamente eficiente para
atrair os peixes. As varas, a principio, ficam fixadas
no barco em lugares destinados a este fim, mas assim
que o sonar aponta a presença de peixes, se inicia uma
verdadeira correria para tomá-las nas mãos, indicio
claro de grande ansiedade entre o grupo.
O GRANDE
DOURADO
Acontece o primeiro salto e dá para identificar que
se trata de um grande dourado. O pescador “sortudo’ se
envolve numa batalha alucinante, cuja intensidade das
emoções proporcionadas, parecem transportá-lo para
outro mundo. Enquanto isso, as outras linhas
recolhidas, deixando o espaço livre para não
atrapalhar a peleja. O peixe ignora completamente a
fricção do equipamento e a ação da vara, obrigando o
barco a sair em sua perseguição sempre que o fundo do
carretel fica perigosamente visível. E essa rotina se
repete por quase uma hora, antes que o espécime chegue
próximo do pescador. O que aparentemente seria o fim
do combate, na verdade dá início a um outro, pois o
animal ganha nova vida ao perceber a sombra da
embarcação, e corre para debaixo do casco, obrigando o
pescador a verdadeiros malabarismos para não deixar
que a linha estoure. Quem presencia o fato se envolve
a tal forma com o que está acontecendo, que é o
impossível manter a passividade e não dar uns palpites
sobre o que deve ser feito. Quando finalmente o peixe
é vencido, todos se abraçam e se cumprimentam,
Reflexo nítido de que o feito, só e possível graças a
um bem entrosado trabalho de equipe. Está cena se
repetiu diversas vezes ao longo dessa pescaria, de
modo que,ao final. Foram computados 16 espécimes
capturados.
No segundo e último dia -pela influencia negativa da
entrada de uma frente fria - os peixes ficaram menos
ativos, limitando o número de captura a um exemplar.
Alem disso, como mar muito agitado, foi inevitável a
ocorrência de enjôos entre alguns pescadores. Diante
dessa situação, a melhor providencia foi mudar o tipo
de pescaria, posicionando o barco num lugar com águas
abrigadas Um parcial próximo a enseada da Ilha de
Búzios foi selecionado no GPS, e a expectativa era de
que, naquele ponto, pescando de fundo, garoupas,
olhetes e anchovas pudessem salvar
a pescaria. Infelizmente apenas uma garoupa de bom
tamanho(15kg) foi fisgada, e as demais espécies não
apareceram. Em contra partida, um enorme cardume de
peixe-espada se encarregou para que, em menos de duas
horas, todos se sentissem plenamente pescados.
A conclusão final sobre uma pescaria feita
neste tipo de embarcação, é que, a despeito de ser
mais lenta, o fato de sair mais cedo e voltar mais
tarde não diminui o período de pesca.
Outro aspecto importante está associado ao fato de ter
sido construída originalmente para prestar serviços à
pesca profissional, o que a torna muito mais segura
durante eventuais mudanças de tempo, além de possuir
autonomia para navegar vários dias sem ter que
reabastecer. Quanto à pescaria, acreditamos que ela é
altamente atraente. Não apenas para quem sonha em
fisgar os peixes do oceano, mas não tem condições
financeiras para fretar uma lancha feita
especificamente para este fim, como também, para
aqueles que,independentemente do poder aquisitivo, se
sentem mais seguros a bordo de um barco de grande
porte e em companhia de um guia experiente. Revista
Troféu Pesca N°255 por Wilson Feitosa
Outras
alternativas
Varias outras espécies podem ser capturadas com iscas
como camarões (vivos ou mortos), lulas etc.
A decisão fica por conta da experiência dos guias, que
preparam as iscas anteriormente e planejam as
pescarias de acordo com as espécies mais esportivas da
época.
O mais importante è que nada disso prejudica a
pescaria de enchovas.
As alternativas servem para quando as enchovas não
estiverem ativas, ou, a critério do usuário, se quiser
variar a pescaria.
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